Em meados de 2007, uma turbulência atingiu o mercado imobiliário dos Estados Unidos. Com alta disponibilidade de crédito e juros baixos, o setor de imóveis recebeu um forte impulso por parte das instituições financeiras. Isso elevou o preço dos imóveis, causando a saturação do mercado e a indignação dos credores. Os financiamentos, no entanto, não eram utilizados apenas para comprar imóveis, ou seja, beneficiavam todos os setores da economia. Com isso, os americanos endividaram-se e deixaram de pagar os bancos. Para suprir a falta dos pagamentos, as instituições aumentaram as taxas de juros e o preço dos imóveis voltou a cair. Casos em que se pagava US$ 150mil por um apartamento que valia US$ 60 mil eram freqüentes e, consequentemente, a inadimplência tomou conta do mercado. A retenção de crédito – antes abundante – por parte dos bancos acabou por originar a crise econômica norte-americana, que se alastrou pelos demais países do mundo, inclusive o Brasil.
O principal efeito da crise no país é a dificuldade em obter dinheiro, em função da crise de confiança que se instalou nas instituições. Os bancos, em tempos de crise, têm medo de conceder empréstimo, deixando as grandes empresas, que dependem de financiamento, em dificuldades. Isso traz uma grave conseqüência para o Brasil, já que, sem crédito, as empresas deixam de investir, o que impede a geração de mais empregos e renda para o país, além de acarretar sucessivas demissões de funcionários. O mercado de ações encontra-se em um ciclo vicioso e aparentemente sem fim: os acionistas, com medo da crise, esvaziam as bolsas de valores – consideradas investimento de risco -, principalmente as dos países emergentes, como o Brasil. Investidores estrangeiros, endividados, venderam seus papeis para cobrir as perdas em outros países. As empresas nacionais, deste modo, ficam sem dinheiro para investir e a crise se expande. Os setores automobilístico, imobiliário e de bens de consumo foram os mais prejudicados pela crise financeira, devido ao fato de serem ligados a financiamentos.
O Fundo Monetário Internacional divulgou no mês de abril deste ano uma estimativa do custo da crise. A previsão supera os 4 trilhões de dólares, considerando-se a crise no período desde entre 2007 e 2010. Instituições, como a Organização das Nações Unidas (ONU), também devem ser prejudicadas pela crise econômica. No caso da ONU, as doações – que vinham crescendo nos últimos anos – devem sofrer uma queda considerável, o que prejudicaria seriamente a realização de projetos de cunho social da instituição.
Carolina Beidacki e Filipe Garcia
quinta-feira, 28 de maio de 2009
quinta-feira, 14 de maio de 2009
"Posso entrar na de política?"
Quando o professor Fábian perguntou de qual editoria gostaríamos de participar, a princípio fiquei meio perdida. Escreveria sobre qualquer tema que me fosse pedido, mas era difícil dizer qual era o meu preferido. Meio que por impulso, me vi com a mão levantada dizendo: "Posso entrar na de política?". Já haviam quatro pessoas nessa editoria, e com certeza as de cultura e mundo lotariam. Como sempre foi algo que me interessou, apesar de não saber muito sobre o assunto, resolvi arriscar. No primeiro dia, tivemos que fazer a pauta, decidimos o que teria mais importância e qual o estilo de página que seria utilizado. Selecionados os temas, cada pessoa ficou encarregada de um (com exceção da entrevista, que foi feita por dois colegas).
Optei por escrever sobre o governo Yeda, não por ser uma grande entendedora do assunto, mas principalmente porque estavam acontecendo passeatas exigindo a sua renúncia e o ocorrido me intrigava suficientemente para render uma boa matéria.
No mesmo dia, comecei a pesquisar e a coletar as informações mais importantes. O tema, como eu logo percebi, é bastante polêmico, e os acontecimentos, bastante numerosos. Infelizmente, os 1150 caracteres disponíveis para a reportagem pareceram insuficientes para dizer tudo o que eu queria. Tive, então, que resumir o máximo possível, e selecionar o mais importante. Essa foi, talvez, a parte mais complicada do processo. Além disso, como o jornal só seria impresso quase dois meses depois de escrevermos, a reportagem não poderia ser completamente focada no momento, o que também não foi fácil. No entanto, isso acabou me ajudando a escolher as informações principais. Consegui, após alguns ajustes dos professores, encaixar nos caracteres um texto bastante razoável.
Como início de carreira não é fácil para ninguém, muito menos para um jornalista, considero essa uma experiência e tanto. Por mais que a matéria seja publicada apenas no pequeno jornal da cadeira, o simples fato de saber que várias pessoas vão ler (e não apenas o professor, como acontece na maioria das reportagens que escrevemos) fez com que eu fosse ainda mais cautelosa e responsável a respeito do que escrevi. Percebi, com esse trabalho, que, com concentração e esforço, posso aprender- e escrever- sobre qualquer assunto.
Débora Fogliatto
Quem vai ter coragem?
Como a Débora já disse, eu decidi fazer parte da editoria de economia do jornal. Eu não fazia ideia do que me esperava. Vou lhes contar do momento em que tomei esta decisão fatídica.
Eram oito horas da manhã quando os professores Fábian e Pellanda iniciaram a aula, informando-nos que faríamos um jornal. Sim, um jornal mesmo, completo, com editorias e tudo. Tivemos a oportunidade de optar em qual dos setores gostaríamos de trabalhar e, obviamente, as áreas mais requisitadas foram de esportes e de cultura. E eu havia, por sorte, garantido minha vaga na editoria de esportes. Até que chegou a hora de preencher as lacunas que haviam sido deixadas na editoria de economia.
O professor Fábian, me lembro perfeitamente, disse: "Quem vai ser corajoso o suficiente para acompanhar os colegas da editoria de economia?". Eu, num momento de insanidade, levantei o braço, me candidatando. E não podia mais voltar atrás. Então, me reuní com o grupo para decidir as pautas, que deveriam estar prontas no mesmo dia. Imediatamente, a crise econômica foi o primeiro assunto definido e eu, juntamente com Filipe Garcia, fiquei responsável por esta matéria.
As dificuldades começaram pelo caráter atemporal que o texto deveria ter, porque o jornal seria impresso apenas em julho e seu conteúdo teria que permanecer atual por um semestre. Mas como nos propusemos ao desafio, encaramos. Foram horas tentando entender o que estava acontecendo com a economia e, acreditem, não foi fácil. Até porque explicar algo de tamanha complexidade em apenas 2500 caracteres é muito difícil. Pode parecer muito espaço, mas não se enganem, não é. Finalmente, depois de escrever e reescrever, cortar e aumentar, apagar e corrigir, terminamos a nossa matéria e com muito orgulho.
Tanto sofrer para escrever essa reportagem, me fez parar para pensar no que me levou a me candidatar para a vaga tão evitada por todos. Refletindo percebi que, inconscientemente, optei por essa área que me causa tanta aversão por um simples motivo: se eu conseguir escrever para a editoria de economia, que não me atrai nem um pouco, terei a confirmação de que escrever para editorias que eu goste, como cultura, mundo ou esporte, será muito mais fácil e prazeroso.
Apesar de ter plena consciência de que muitas das oportunidades que terei, especialmente no inícia da minha carreira, não serão as de minha preferência.
Carolina Beidacki.
Eram oito horas da manhã quando os professores Fábian e Pellanda iniciaram a aula, informando-nos que faríamos um jornal. Sim, um jornal mesmo, completo, com editorias e tudo. Tivemos a oportunidade de optar em qual dos setores gostaríamos de trabalhar e, obviamente, as áreas mais requisitadas foram de esportes e de cultura. E eu havia, por sorte, garantido minha vaga na editoria de esportes. Até que chegou a hora de preencher as lacunas que haviam sido deixadas na editoria de economia.
O professor Fábian, me lembro perfeitamente, disse: "Quem vai ser corajoso o suficiente para acompanhar os colegas da editoria de economia?". Eu, num momento de insanidade, levantei o braço, me candidatando. E não podia mais voltar atrás. Então, me reuní com o grupo para decidir as pautas, que deveriam estar prontas no mesmo dia. Imediatamente, a crise econômica foi o primeiro assunto definido e eu, juntamente com Filipe Garcia, fiquei responsável por esta matéria.
As dificuldades começaram pelo caráter atemporal que o texto deveria ter, porque o jornal seria impresso apenas em julho e seu conteúdo teria que permanecer atual por um semestre. Mas como nos propusemos ao desafio, encaramos. Foram horas tentando entender o que estava acontecendo com a economia e, acreditem, não foi fácil. Até porque explicar algo de tamanha complexidade em apenas 2500 caracteres é muito difícil. Pode parecer muito espaço, mas não se enganem, não é. Finalmente, depois de escrever e reescrever, cortar e aumentar, apagar e corrigir, terminamos a nossa matéria e com muito orgulho.
Tanto sofrer para escrever essa reportagem, me fez parar para pensar no que me levou a me candidatar para a vaga tão evitada por todos. Refletindo percebi que, inconscientemente, optei por essa área que me causa tanta aversão por um simples motivo: se eu conseguir escrever para a editoria de economia, que não me atrai nem um pouco, terei a confirmação de que escrever para editorias que eu goste, como cultura, mundo ou esporte, será muito mais fácil e prazeroso.
Apesar de ter plena consciência de que muitas das oportunidades que terei, especialmente no inícia da minha carreira, não serão as de minha preferência.
Carolina Beidacki.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Fazendo um jornal
Nas últimas três semanas, temos trabalhado no jornal da disciplina. Assim como a maioria dos jornais, é dividido em várias editorias, sendo elas: geral, polícia, mundo, economia, política, cultura e esportes. Tivemos a chance de escolher de qual editoria gostaríamos de participar, levando em conta que cada uma teria entre cinco e oito alunos. A escolha foi um pouco difícil para nós, mas acabamos por optar por política (Débora) e economia (Carolina).
Na editoria de política, fui encarregada de escrever sobre o governo de Yeda Crusius, enquanto a Carol fez um texto sobre a crise mundial. Não foi fácil, mas as matérias ficaram prontas hoje, na aula mesmo. Nos próximos posts, falaremos sobre o processo de fazer uma matéria, da escolha desses assuntos, das dificuldades que tivemos e das pesquisas que foram feitas, além de postarmos os textos em si.
Na editoria de política, fui encarregada de escrever sobre o governo de Yeda Crusius, enquanto a Carol fez um texto sobre a crise mundial. Não foi fácil, mas as matérias ficaram prontas hoje, na aula mesmo. Nos próximos posts, falaremos sobre o processo de fazer uma matéria, da escolha desses assuntos, das dificuldades que tivemos e das pesquisas que foram feitas, além de postarmos os textos em si.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
O esgotameto do jornal impresso
Com o crescimento da internet, veio a decadência do jornal impresso. As várias mudanças ocorridas nos hábitos, na maneira de pensar e na vida das pessoas, aliadas à queda nas vendas e ao aumento dos preços dos jornais são os principais motivos desse declínio.
Atualmente, é muito fácil descobrir o que acontece a cada minuto. Através da internet, as notícias são atualizadas a toda instante, e ninguém precisa esperar muito tempo para saber dos últimos acontecimentos. Os jornais, que só são distribuídos uma vez por dia, podem demorar para levar as informações a quem precisa. Além disso, são difíceis de manipular, pesados e gastam muito papel. Com toda a consciência ecológica que se tem nos dias de hoje, é difícil ignorar a quantidade de papel utilizada nessa produção.
Isso, no entanto, não resultará no fim do jornalismo escrito. O jornal impresso está com os dias contados, mas há outras maneiras de se levar as notícias para as casas dos leitores. Talvez as revistas, por consistirem em reportagens que não necessitam de atualizações imediatas, consigam sobreviver na sua antiga forma. Outra opção de mudança para os jornais seria seguir esse modelo. Mas, como isso já ocorre nas revistas e os jornais não estão muito determinados a mudar a sua estrutura, essa alteração é improvável.
Mas o futuro do jornalismo escrito consiste principalmente na internet, o mais rápido e eficiente meio de comunicação atual. Contudo, ela também apresenta desvantagens. Entre elas estão a redução de tempo para escrever as matérias, devido à necessidade de rapidez para publicá-las, gerando, assim, uma diminuição em sua qualidade. Além disso, quando se tem um jornal em mãos, normalmente as pessoas o folheiam todo, lendo pelo menos as manchetes e selecionando algumas reportagens em que gostariam de se aprofundar. Já numa página de internet, o leitor não se sente preso ao que está publicado, podendo vir a ler apenas uma notícia isolada, sem nem passar pelas outras.
Para se publicar notícias na internet, são necessários jornalistas. É preciso ter uma equipe que consiga informações, redija os textos e os publique (exatamente como ocorre no jornal impresso). Isso garante um futuro para a profissão, e talvez até gere uma ampliação nas equipes jornalísticas, pois há a possibilidade de serem divulgadas ainda mais informações.
Atualmente, é muito fácil descobrir o que acontece a cada minuto. Através da internet, as notícias são atualizadas a toda instante, e ninguém precisa esperar muito tempo para saber dos últimos acontecimentos. Os jornais, que só são distribuídos uma vez por dia, podem demorar para levar as informações a quem precisa. Além disso, são difíceis de manipular, pesados e gastam muito papel. Com toda a consciência ecológica que se tem nos dias de hoje, é difícil ignorar a quantidade de papel utilizada nessa produção.
Isso, no entanto, não resultará no fim do jornalismo escrito. O jornal impresso está com os dias contados, mas há outras maneiras de se levar as notícias para as casas dos leitores. Talvez as revistas, por consistirem em reportagens que não necessitam de atualizações imediatas, consigam sobreviver na sua antiga forma. Outra opção de mudança para os jornais seria seguir esse modelo. Mas, como isso já ocorre nas revistas e os jornais não estão muito determinados a mudar a sua estrutura, essa alteração é improvável.
Mas o futuro do jornalismo escrito consiste principalmente na internet, o mais rápido e eficiente meio de comunicação atual. Contudo, ela também apresenta desvantagens. Entre elas estão a redução de tempo para escrever as matérias, devido à necessidade de rapidez para publicá-las, gerando, assim, uma diminuição em sua qualidade. Além disso, quando se tem um jornal em mãos, normalmente as pessoas o folheiam todo, lendo pelo menos as manchetes e selecionando algumas reportagens em que gostariam de se aprofundar. Já numa página de internet, o leitor não se sente preso ao que está publicado, podendo vir a ler apenas uma notícia isolada, sem nem passar pelas outras.
Para se publicar notícias na internet, são necessários jornalistas. É preciso ter uma equipe que consiga informações, redija os textos e os publique (exatamente como ocorre no jornal impresso). Isso garante um futuro para a profissão, e talvez até gere uma ampliação nas equipes jornalísticas, pois há a possibilidade de serem divulgadas ainda mais informações.
Tá pensando que é fácil?
Então dá uma olhadinha no que rola nos bastidores do jornal que você recebe em cas todas as manhãs...
7h: o editor, o chefe de reportagem e os repórteres entram em ação.
8h: hora de os repórteres irem em busca de suas pautas, que servem como um roteiro que auxilia o repórter a estar preparado sobre certo assunto. Ao mesmo tempo os cadernos já começam a ser fechados.
9h: os chefes de reportagem se reúnem e decidem o rumo a ser seguido por seus respectivos cadernos. O jornal começa a tomar corpo.
10h: as matérias e cadernos começam era finalizados.
11h: todos os carros da redação estão nas ruas levando os jornalistas até as notícias que farão o jornal do dia seguinte.
12h: Almoço? Nem pensar. É nessa hora que os editores verificam as matérias.
13h: os jornalistas escutam as rádios e se preparam para a reunião geral, enquanto os “adiantos” (exemplares impressos antes das dez e meia da noite) são impressos.
14h: reunião com o diretor de redação. É nesse momento que o jornal do dia seguinte é planejado e que os focos são escolhidos.
15h: os editores apresentam o jornal às suas equipes. Na Central do Interior, o editor checa se alguma notícia do interior pode ser aproveitada para o jornal.
16h: o departamento comercial monta página por página do jornal com os espaços comerciais, que é chamado de espelho.
17h: as notícias ainda podem surgir ou “cair” (deixar de ser atual, aproveitável).
18h: o jornal começa a ser montado, as matérias e as fotos são escolhidas. A CTI (Central de Tratamento de Imagens) inicia seus trabalhos. Enquanto isso, o Departamento de Circulação começa a montar o mapa de distribuição (as vias de distribuição variam entre gratuita, assinatura, banca e sinaleira).
19h: algumas notícias podem cair. Os textos são lidos e editados, logo depois as fotos e as matérias são passadas para a diagramação. E as primeiras páginas são “baixadas” (finalizadas).
20h: o restante do jornal é “baixado”.
21h: tratamento de imagens. As fotos são calibradas e repassadas para a redação. E, finalmente, a capa é “baixada”.
22h35: o jornal é fechado. Impressão rápida em 20 minutos, mas essa é apenas a primeira edição.
23h: a redação já está trabalhando para atualizar o jornal.
24h: os caminhões já estão levando os jornais para seus destinos. O interior é o primeiro a receber, pois não haveria tempo de enviar as outras edições mais atualizadas a tempo do amanhecer.
1h: a redação trabalha pra fechar mais uma edição. Em forma de plantão, tudo fica mais calmo...
2h: impressão e distribuição.
3h: acaba o plantão da redação.
4h: jornais estão sendo distribuídos na região metropolitana de Porto Alegre.
5h: a distribuição continua...
6h: começa a venda de jornais nas ruas.
7h: começa a ser pensada a nova edição e começa tuuuudo de novo.
Quem disse que vida de jornalista é fácil?
7h: o editor, o chefe de reportagem e os repórteres entram em ação.
8h: hora de os repórteres irem em busca de suas pautas, que servem como um roteiro que auxilia o repórter a estar preparado sobre certo assunto. Ao mesmo tempo os cadernos já começam a ser fechados.
9h: os chefes de reportagem se reúnem e decidem o rumo a ser seguido por seus respectivos cadernos. O jornal começa a tomar corpo.
10h: as matérias e cadernos começam era finalizados.
11h: todos os carros da redação estão nas ruas levando os jornalistas até as notícias que farão o jornal do dia seguinte.
12h: Almoço? Nem pensar. É nessa hora que os editores verificam as matérias.
13h: os jornalistas escutam as rádios e se preparam para a reunião geral, enquanto os “adiantos” (exemplares impressos antes das dez e meia da noite) são impressos.
14h: reunião com o diretor de redação. É nesse momento que o jornal do dia seguinte é planejado e que os focos são escolhidos.
15h: os editores apresentam o jornal às suas equipes. Na Central do Interior, o editor checa se alguma notícia do interior pode ser aproveitada para o jornal.
16h: o departamento comercial monta página por página do jornal com os espaços comerciais, que é chamado de espelho.
17h: as notícias ainda podem surgir ou “cair” (deixar de ser atual, aproveitável).
18h: o jornal começa a ser montado, as matérias e as fotos são escolhidas. A CTI (Central de Tratamento de Imagens) inicia seus trabalhos. Enquanto isso, o Departamento de Circulação começa a montar o mapa de distribuição (as vias de distribuição variam entre gratuita, assinatura, banca e sinaleira).
19h: algumas notícias podem cair. Os textos são lidos e editados, logo depois as fotos e as matérias são passadas para a diagramação. E as primeiras páginas são “baixadas” (finalizadas).
20h: o restante do jornal é “baixado”.
21h: tratamento de imagens. As fotos são calibradas e repassadas para a redação. E, finalmente, a capa é “baixada”.
22h35: o jornal é fechado. Impressão rápida em 20 minutos, mas essa é apenas a primeira edição.
23h: a redação já está trabalhando para atualizar o jornal.
24h: os caminhões já estão levando os jornais para seus destinos. O interior é o primeiro a receber, pois não haveria tempo de enviar as outras edições mais atualizadas a tempo do amanhecer.
1h: a redação trabalha pra fechar mais uma edição. Em forma de plantão, tudo fica mais calmo...
2h: impressão e distribuição.
3h: acaba o plantão da redação.
4h: jornais estão sendo distribuídos na região metropolitana de Porto Alegre.
5h: a distribuição continua...
6h: começa a venda de jornais nas ruas.
7h: começa a ser pensada a nova edição e começa tuuuudo de novo.
Quem disse que vida de jornalista é fácil?
quarta-feira, 25 de março de 2009
A História da Internet
Década de 60, o clima estava tenso, a Guerra Fria se anunciava e o governo americano precisava de um sistema de troca de informações para os computadores militares. O que os americanos buscavam era, na verdade, uma tecnologia de resistência, um programa que conservasse os dados mesmo em caso de ataques nucleares. Este contexto histórico gerou o surgimento da internet, que foi modificada durante décadas e hoje é um dos principais meios de comunicação.
Em 1993, Tim Berners Lee "cria" a web. A partir de 1994, a internet passa a ser utilizada como forma de comércio, com a criação de sites como Amazon, Yahoo e Netscape. O primeiro deles se tornou, em um ano, a maior livraria do mundo. Atualmente, vende não apenas livros, como também DVDs, CDs de música, softwares de computador, vídeo games, e até móveis, brinquedos e comida.
Na época, apesar desses avanços, a internet era bastante lenta. Em 1995, surge o modem discado, mas é em 1998, com a internet a cabo, que se torna possível navegar com maior velocidade e ficar com o computador conectado por quanto tempo for necessário, pagando um preço fixo. A rede WiFi (internet sem fio), que permite a conexão com a internet quando se está na área que um ponto de acesso abrange, surgiu em 1999, mas apenas há pouco tempo se tornou conhecida pela maioria da população brasileira. Em 2008, tornou-se possível estar conectado não apenas o tempo todo, mas também em qualquer lugar, com o surgimento da tecnologia 3G.
Em 1993, Tim Berners Lee "cria" a web. A partir de 1994, a internet passa a ser utilizada como forma de comércio, com a criação de sites como Amazon, Yahoo e Netscape. O primeiro deles se tornou, em um ano, a maior livraria do mundo. Atualmente, vende não apenas livros, como também DVDs, CDs de música, softwares de computador, vídeo games, e até móveis, brinquedos e comida.
Na época, apesar desses avanços, a internet era bastante lenta. Em 1995, surge o modem discado, mas é em 1998, com a internet a cabo, que se torna possível navegar com maior velocidade e ficar com o computador conectado por quanto tempo for necessário, pagando um preço fixo. A rede WiFi (internet sem fio), que permite a conexão com a internet quando se está na área que um ponto de acesso abrange, surgiu em 1999, mas apenas há pouco tempo se tornou conhecida pela maioria da população brasileira. Em 2008, tornou-se possível estar conectado não apenas o tempo todo, mas também em qualquer lugar, com o surgimento da tecnologia 3G.
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